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      Teste do Pezinho: entenda a importância desse exame

      18/05/2017

      Em sua versão básica, ele detecta seis doenças graves e deve ser feito até o quinto dia de vida do bebê.

      Basta uma picadinha no calcanhar do bebê para detectar precocemente algumas doenças sérias, que podem afetar o seu desenvolvimento. Esse é o Teste do Pezinho, que, de tão importante, ganhou até uma data comemorativa –  6 de junho: Dia Nacional do Teste de Pezinho – instituída pelo Ministério da Saúde.

      Trazido ao Brasil pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) em 1976, o exame de triagem neonatal é obrigatório e gratuito no país desde 1992. Atualmente, a versão básica do teste, oferecida na rede pública de saúde de todo o país, detecta seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase. As duas últimas da lista foram incorporadas ao teste em novembro de 2013.

      Na rede privada, a maioria das maternidades oferece o teste ampliado, que na versão conhecida como Mais diagnostica mais quatro doenças, além das mencionadas na versão básica: deficiência de G-6-PD, galactosemia, leucinose e toxoplasmose congênita.

      O Teste do Pezinho deve ser feito após as primeiras 48 horas do bebê e até o 5º dia de vida. “Esse período de dois dias antes do exame é essencial para que o funcionamento do organismo do bebê se estabeleça e seja possível detectar as doenças, principalmente a fenilcetonúria, que é diagnosticada após o bebê fazer a digestão do leite materno ou da fórmula infantil”, explica a neonatologista Graziela Lopes del Bem, do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz (SP). “Prematuros devem voltar ao hospital após 30 dias para uma nova etapa de exames”, diz Renato Kfouri, neonatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM).

      Como o teste é feito?

      Uma amostra de sangue do calcanhar do bebê é retirada e enviada para análise. Segundo Tânia Bachega, endocrinologista membro do Departamento de Adrenal e Hipertensão da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a coleta acontece nessa região devido ao grande fluxo sanguíneo que existe ali. O sangue, então, é colocado num papel tipo mata-borrão e encaminhado ao laboratório.

      O resultado pode demorar até 30 dias, mas geralmente, fica disponível em uma semana. Confira no hospital se a retirada do exame deve ser feita presencialmente ou pela internet. Caso haja alguma alteração, uma nova coleta deverá ser solicitada para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

      Doenças diagnosticadas na versão básica do teste

      Fenilcetonúria
      Causada pela deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina. O acúmulo no organismo pode causar deficiência mental.

      Hipotireoidismo congênito
      Causada insuficiência do hormônio da tireoide. A falta de tiroxina pode causar retardo mental e comprometimento do desenvolvimento físico

      Fibrose cística
      Ocorre aumento da viscosidades das secreções, propiciando as infecções respiratórias e gastrointestinais. Ataca pulmões e pâncreas. É incurável.

      Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias
      Alteração da hemoglobina que dificulta a circulação, podendo afetar quase todos os órgãos. Pode causar anemia, atraso no crescimento e dores e infecções generalizadas. É incurável.

      Hiperplasia adrenal congênita (HAC)
      É uma doença genética, em que as duas glândulas suprarrenais – localizadas em cima dos rins, não funcionam corretamente, prejudicando a produção de hormônios essenciais para o corpo, como o cortisol e a aldosterona.

      Deficiência de biotinidase
      É também uma doença genética, em que o organismo não é capaz de obter a enzima biotinidase, impedindo que os alimentos sejam processados ou metabolizados pelo organismo.

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